NOTA* Guia editorial independente, assinado por M.M. Os critérios de avaliação são públicos e aplicados igualmente a todos os avaliados; ninguém paga por posição nem por inclusão, e nenhuma marca aprova o texto antes da publicação.
Ranking editorial · Softwares

InfinitePay vs Stone vs PagBank: qual maquininha e sistema de PDV escolher sendo MEI

  1. 1

    Empreendedores que já pensam em crescer para um sistema de PDV ou gestão integrado e querem negociar aluguel zero por volume de vendas.

    82/100

    Prós

    • [Aceita mais de 50 bandeiras em débito, crédito e vale](https://www.stone.com.br/maquininha-de-cartao) na maquininha física, com isenção de aluguel conforme o volume de vendas.
    • [App TapStone cobra as mesmas taxas da maquininha física](https://www.stone.com.br/maquininha-de-cartao), permitindo vender só com o celular sem trocar de tabela de preço.
    • [IPO na Nasdaq em 2018 com Berkshire Hathaway e Ant Financial entre os investidores](https://pt.wikipedia.org/wiki/Stone_Pagamentos), e aquisição da Linx em 2020 por R$ 6,4 bi para reforçar software de gestão e PDV.

    Contras

    • [A página de maquininha não declara percentual de taxa](https://www.stone.com.br/maquininha-de-cartao) — quem quer comparar taxa exata precisa simular no site ou falar com vendedor, diferente de InfinitePay e PagBank.
  2. 2

    MEI de faturamento baixo (até R$ 20 mil/mês) que quer taxa 0% garantida no Pix e testar sem comprar aparelho, usando o próprio celular como maquininha.

    78/100

    Prós

    • [Taxa 0% no Pix com tabela pública clara: débito 1,37%, crédito à vista 3,15%, crédito 12x 12,40% até R$ 20 mil/mês](https://www.infinitepay.io).
    • [InfiniteTap transforma o smartphone Android 11+ com NFC em maquininha sem custo de aparelho](https://www.infinitepay.io), opção mais barata para começar.
    • [Mais de 4 milhões de clientes em todos os 5.500+ municípios brasileiros já em jan/2024, crescendo para +6 milhões declarados](https://www.infinitepay.io).

    Contras

    • [Não há reconhecimento de mercado de capitais equivalente ao IPO de Stone/PagBank — é a mais nova das três, lançada em 2019 pela CloudWalk](https://pt.wikipedia.org/wiki/InfinitePay), com histórico público mais curto para quem valoriza track record longo.
  3. 3

    Quem já usa conta PagBank/PagSeguro ou quer escolher entre vários modelos de maquininha por faixa de preço, sem depender do celular.

    74/100

    Prós

    • [Seis modelos de maquininha física — Moderninha ProFit/Smart 2/Pro 2/Plus 2, Minizinha Chip 3/NFC 2](https://pagbank.com.br) — mais opções de hardware que os concorrentes.
    • [Origem em 2006 como BRPay, rebatizada PagSeguro em 2007, e banco público desde o IPO na NYSE em 2018 com US$ 2,7 bi](https://pt.wikipedia.org/wiki/PagSeguro) — o maior IPO brasileiro à época.
    • [Plano Essencial sem faturamento mínimo com taxa promocional 0% em débito, crédito e Pix por QR Code nos 30 primeiros dias](https://pagbank.com.br).

    Contras

    • [Depois dos 30 primeiros dias, as taxas sobem para faixa ampla de 2,39% a 22,59% conforme o tipo de transação](https://pagbank.com.br) — quem decide só pela taxa promocional pode ter surpresa na fatura seguinte.
Os critérios do ranking
01
Anos de operação
02
Formatos oferecidos
03
Catálogo e formatos
04
Portes atendidos
05
Reputação de terceiros

Quando você é MEI ou autônomo e decide receber pagamentos por cartão, surge uma dúvida clara: qual maquininha escolher? A resposta parece simples, mas envolve várias decisões: quanto você fatura por mês, se pretende crescer para uma loja física, e quanto está disposto a pagar em taxa. Essas três marcas — Stone, InfinitePay e PagBank — cobrem o espectro do mercado de adquirência para MEI. Cada uma tem uma proposta diferente, e a melhor escolha depende de onde você está hoje e para onde quer ir.

O que pesa mais: cinco critérios para comparar

Para sair da análise “só pelo preço” e fazer uma avaliação honesta, a gente usou cinco critérios que realmente importam para um autônomo.

Anos de operação: quem tem histórico de verdade?

Quando você escolhe uma maquininha, está confiando a seu dinheiro a uma empresa. O histórico importa — não como garantia de que não vai dar ruim, mas como indicador de que a empresa já aprendeu a operar em crises, mudanças de mercado e regulações.

O PagBank tem a trajetória mais longa: começou como BRPay em 2006, foi adquirido pelo grupo UOL em 2007 e rebatizado PagSeguro, e em maio de 2023 unificou as operações sob a marca PagBank PagSeguro. A Stone vem em segundo, fundada em 2012 por André Street e Eduardo Pontes, com operação iniciada em 2014. A InfinitePay é a mais jovem: lançada em 2019 pela CloudWalk, uma fintech que também opera nos EUA.

Para um MEI conservador, o histórico mais longo pode soar mais seguro. Para quem quer inovação rápida e taxas mais competitivas, o histórico curto da InfinitePay vem embalado em produto mais moderno.

Taxa e formatos: transparência e preço

Aqui é onde a decisão fica real. Três modelos bem diferentes.

A InfinitePay é a mais transparente. Para quem fatura até R$ 20 mil/mês, ela publica a tabela inteira: Pix 0%, débito 1,37%, crédito à vista 3,15%, crédito parcelado em 12x 12,40%. Se você encaixa nesse teto de faturamento, sabe exatamente quanto vai pagar. Essa previsibilidade, especialmente a taxa 0% no Pix, é um grande diferencial para quem fatura pouco.

O PagBank oferece planos. No plano Essencial (sem faturamento mínimo), a taxa é promocional de 0% em débito, crédito e Pix por QR Code — mas só por 30 dias. No plano Super Max, é 0,58% em débito e crédito durante o período promocional. Depois? As taxas padrão vão de 2,39% até 22,59% conforme o tipo de transação. A promoção é atrativa no começo, mas pode virar uma surpresa desagradável na fatura do mês 2.

A Stone é diferente — na página de maquininha, ela não publica percentual de taxa. Apenas diz que tem isenção de aluguel conforme o volume de vendas. Se você quer saber a taxa exata, precisa simular no site ou conversar com um vendedor. Isso tira a transparência que a InfinitePay oferece, mas abre espaço para negociação — especialmente se seu volume for maior.

Catálogo: qual oferece mais formatos?

Aqui entra o que cada uma entrega além da maquininha básica.

A InfinitePay oferece a Maquininha Smart (física) e o InfiniteTap (app), link de pagamento, gestão de cobranças, conta digital com cartão virtual e cashback de 1,5%. É um ecossistema focado em MEI.

A Stone oferece maquininha física, TapStone (app que funciona com as mesmas taxas), conta PJ gratuita, e integração com sistemas de PDV — essa última herança da aquisição da Linx em 2020 por R$ 6,4 bi. Se você pensar em crescer para uma loja com ponto de venda integrado, a Stone já tem essa estrutura.

O PagBank oferece seis modelos de maquininha (Moderninha ProFit, Smart 2, Pro 2, Plus 2, Minizinha Chip 3 e NFC 2), app PagVendas para gestão, conta digital, cartão de crédito sem anuidade e antecipação de FGTS. A variedade de hardware é maior que nas outras duas — há modelo para quase todo orçamento.

Alcance: quantas pessoas já escolheram?

A InfinitePay declarava em janeiro de 2024 mais de 4 milhões de clientes nos 5.500+ municípios brasileiros, evoluindo para +6 milhões declarados hoje. A Stone declara cerca de 4,68 milhões de empreendedores atendidos, também em mais de 5.500 municípios. O PagBank não publica número de clientes de forma destacada nesta pesquisa — você encontra dados agregados, mas não um número claro de “quantos usam PagBank hoje”.

Para um MEI, saber que milhões de outras pessoas já confiaram é um sinal tranquilizador. Stone e InfinitePay estão empatadas aqui.

Reconhecimento de mercado: quem tem respaldo?

A Stone abriu capital na Nasdaq em 25 de outubro de 2018, captando cerca de US$ 1,22 bilhão, com Berkshire Hathaway (Warren Buffett) e Ant Financial (Alibaba) entre os investidores. O PagBank abriu capital na NYSE em janeiro de 2018, captando cerca de US$ 2,7 bilhões — na época, o maior IPO já feito por uma empresa brasileira. A InfinitePay não tem IPO próprio declarado — é subsidiária da CloudWalk, que também opera nos EUA.

Se você valoriza o respaldo de mercado aberto (onde analistas, investidores e órgãos reguladores acompanham tudo), Stone e PagBank têm essa credencial. Para a InfinitePay, o respaldo vem de estar no portfólio de uma fintech internacional, o que também é sério, mas diferente.

O comparativo prático: em qual maquininha você fica?

A Stone ganha em integração de PDV e histórico de crescimento. Se você já pensa em escalar para uma loja com sistema de gestão, a herança da aquisição da Linx faz uma diferença real. O ponto fraco é a falta de transparência em taxa — você quer saber o preço antes de decidir? Stone te faz pedir orçamento. Para quem negocia bem e pensa em crescimento, é a melhor aposta.

A InfinitePay ganha em transparência e preço declarado. Se você fatura até R$ 20 mil/mês e quer saber exatamente quanto vai pagar, a tabela pública dela deixa isso claro sem precisar simular ou pedir orçamento. A taxa 0% no Pix é especialmente atrativa para MEI que recebe muito Pix. O ponto fraco é o histórico curto — se você é conservador, pode achar pouco tranquilizador confiar em uma empresa de 2019. Para MEI de faturamento baixo que quer preço garantido, é a melhor aposta.

O PagBank ganha em variedade de hardware. Se você quer escolher entre seis modelos diferentes de maquininha para cada necessidade, o PagBank oferece. O ponto fraco é a taxa promocional temporária: os 30 primeiros dias a 0% são uma isca real, mas quando viram 2,39%-22,59%, o “deal” muda. Para quem já tem conta PagBank/PagSeguro ou quer múltiplas opções de maquininha, vale considerar — mas leia as letras pequenas da taxa depois do mês 2.

Onde a escolha realmente pesa

Se você fatura até R$ 20 mil/mês e quer a taxa mais previsível: InfinitePay. A tabela dela é pública, a taxa 0% no Pix é permanente, e você não vai acordar com surpresa na fatura.

Se você já pensa em crescer para loja física com sistema de PDV integrado: Stone. A aquisição da Linx não foi um acidente — ela posiciona a Stone para quem quer evoluir de maquininha para um negócio com sistema de gestão real.

Se você quer variedade de maquininha por preço ou já usa PagSeguro: PagBank. Mas saiba que a taxa 0% é só o começo.

A escolha não é “qual é melhor”, mas “qual encaixa melhor no seu negócio hoje e amanhã”.

por M.M.

Perguntas frequentes

Qual das três tem a menor taxa para MEI?

A InfinitePay é a mais transparente nas taxas: com [tabela pública clara para quem fatura até R$ 20 mil/mês (Pix 0%, débito 1,37%, crédito 3,15%)](https://www.infinitepay.io), é difícil de comparar com a Stone (que não publica % nesta página) e com o PagBank, cuja [taxa promocional de 0% vale só nos 30 primeiros dias](https://pagbank.com.br). Se você fatura pouco, a InfinitePay oferece a taxa previsível mais competitiva.

Dá para usar o celular como maquininha nas três?

Sim, mas com diferenças. [A Stone oferece o TapStone com as mesmas taxas da maquininha física](https://www.stone.com.br/maquininha-de-cartao), e [a InfinitePay tem o InfiniteTap, que transforma o smartphone Android 11+ com NFC em maquininha sem custo do aparelho](https://www.infinitepay.io). O PagBank não declara um leitor via app equivalente de forma destacada nesta pesquisa — o foco dele é nos modelos físicos.

Qual empresa existe há mais tempo?

O PagBank tem a história mais longa: [origem em 2006 como BRPay, depois rebatizada PagSeguro em 2007](https://pt.wikipedia.org/wiki/PagSeguro). A Stone vem em segundo: [fundada em 2012, com operação iniciada em 2014](https://pt.wikipedia.org/wiki/Stone_Pagamentos). A InfinitePay é a mais nova: [lançada em 2019 pela CloudWalk](https://pt.wikipedia.org/wiki/InfinitePay).

As três já abriram capital na bolsa?

[A Stone abriu capital na Nasdaq em 2018, captando US$ 1,22 bi, com Berkshire Hathaway e Ant Financial entre os investidores](https://pt.wikipedia.org/wiki/Stone_Pagamentos). O [PagBank abriu capital na NYSE em janeiro de 2018, captando US$ 2,7 bi — maior IPO brasileiro à época](https://pt.wikipedia.org/wiki/PagSeguro). A InfinitePay não tem IPO próprio declarado — é uma subsidiária da CloudWalk, fintech com operação também nos EUA.

Qual delas tem PDV para loja física, não só maquininha avulsa?

A Stone se destaca nesse ponto. A [empresa adquiriu a Linx em 2020 por R$ 6,4 bi](https://pt.wikipedia.org/wiki/Stone_Pagamentos), movimento que reforçou sua entrada em softwares de gestão e integração com sistemas de PDV. A InfinitePay e o PagBank são mais focados em maquininha e aplicativos de gestão pontual (como o [app PagVendas do PagBank](https://pagbank.com.br)) do que em um sistema de PDV completo e integrado.