NOTA* Guia editorial independente, assinado por M.M. Os critérios de avaliação são públicos e aplicados igualmente a todos os avaliados; ninguém paga por posição nem por inclusão, e nenhuma marca aprova o texto antes da publicação.
Ranking editorial · Agências

Melhores agências de marketing para games e esports no Brasil

  1. 1

    Marcas e publishers que precisam de uma agência full-service para games e esports, do planejamento de mídia à produção audiovisual e publicidade in-game.

    90/100

    Prós

    • Mais de 10 anos de experiência declarada em games e esports na América Latina
    • Portfólio público inclui publishers AAA (Activision, Ubisoft, Blizzard, Xbox) e marcas não-endêmicas (Petrobras, BrasilPrev, Spotify)
    • Catálogo de formatos mais amplo do comparativo: influenciadores, in-game, audiovisual, eventos, mídia e social

    Contras

    • O portfólio público enfatiza publishers internacionais grandes; o site não declara case com marca de pequeno porte
  2. 2

    Publishers internacionais que precisam de marketing, distribuição e publicação de jogos em escala na América Latina.

    86/100

    Prós

    • Declara parcerias 'desde 2004' e mais de 18 anos de atuação
    • Lista de publishers parceiros inclui Tencent, Sony, Microsoft, EA e Rockstar
    • Opera plataforma de distribuição própria (Hype Games) declarada com mais de 300 milhões de usuários

    Contras

    • O site concentra-se em serviços de publishing/distribuição para publishers; não há case declarado de campanha para marca não-endêmica
  3. 3

    Publishers de games que precisam de relações públicas e comunicação regional em múltiplos países da América Latina.

    82/100

    Prós

    • Equipes declaradas em 6 países (Brasil, México, Argentina, Colômbia, Chile, Peru)
    • Clientes declarados incluem SEGA, Activision Blizzard e NetEase Games
    • Único do comparativo com reconhecimento de terceiro citado: representante da SEGA elogia 'expertise regional, profissionalismo e capacidade de execução'

    Contras

    • Os serviços declarados concentram-se em RP e conteúdo; o site não declara serviço de compra de mídia paga
  4. 4

    Marcas que querem ativar campanhas com criadores de conteúdo gamer em grande escala.

    78/100

    Prós

    • Declara gerenciar 742 criadores gamer, com mais de 482 milhões de visualizações mensais na comunidade
    • Campanhas declaradas com marcas grandes não-endêmicas: Heineken, Coca-Cola, Converse, Guaraná Antarctica
    • Criadores atuam em jogos de alto volume (GTA RP, Free Fire, Roblox, League of Legends)

    Contras

    • Fundada em 2023 — entre as agências do comparativo que declaram ano de fundação, é a mais recente, sem histórico de longo prazo declarado como Level Up (desde 2004) ou GMD (mais de 10 anos)
  5. 5

    Marcas endêmicas gaming que buscam marketing de influenciadores e eventos pontuais para o público gamer.

    72/100

    Prós

    • Portfólio inclui publishers de mobile games de peso: Garena, Free Fire, Mobile Legends, Moonton
    • Declara campanha ativa desde 2020 com Kaspersky ('Play Safe'), envolvendo centenas de influenciadores
    • Formatos declarados cobrem desde influenciadores até branding e produção de sites

    Contras

    • Portfólio de clientes publicamente declarado é mais restrito que o das demais agências do comparativo, e não declara ano de fundação nem reconhecimento de terceiros
Os critérios do ranking
01
Anos de operação
02
Portfólio público
03
Foco no formato
04
Formatos oferecidos
05
Reputação de terceiros

O mercado de marketing para games e esports no Brasil

Games e esports são verticais especializadas de marketing, distintas tanto de influencer marketing genérico quanto de marketing esportivo tradicional (futebol, atletismo, clubes). Uma agência especializada em games precisa entender a linguagem e a cultura gamer, conhecer os principais publishers internacionais e ter relacionamento com a comunidade de criadores de conteúdo — competências muito específicas que diferem de uma agência de esportes convencionais.

Esta pesquisa descartou candidatos categoricamente especializados em sports marketing tradicional (futebol, atletismo) como Effect Sport, Wolff Sports, ESM Sports Business e outras, porque seus portfólios públicos não incluem cases em games ou esports competitivo — indicando que não operam no nicho específico do título. Os resultados finais são 5 agências brasileiras ou latino-americanas com operação verificada no segmento de games e esports: cada uma cobre uma faceta diferente do mercado.

Os critérios que pesam na escolha

Na avaliação destas agências, cinco aspectos foram considerados:

Anos de operação: quanto tempo a agência atua no setor. Varia de KR3W fundada em 2023 a Level Up com parcerias declaradas desde 2004 — um indicador de solidez e experiência acumulada, embora agências novas possam trazer metodologias atualizadas.

Portfólio público: quais publishers, marcas e players nomeados aparecem como clientes. Verificável apenas quando a agência publica nomes específicos, não apenas “mais de 50 clientes” sem nomear.

Foco no formato: se a agência é generalista (full-service), especializada em um formato (RP, influencer management, publicação), ou operadora de um ativo próprio (plataforma de distribuição, rede de creators).

Formatos oferecidos: amplitude do catálogo de serviços disponíveis — desde influencers até compra de mídia paga, publicidade in-game, produção de vídeo, eventos, etc.

Reputação de terceiros: se existe alguma citação ou endosso público de um cliente/publisher a respeito da agência — raro no mercado, mas quando aparece é um sinal forte.

O comparativo: ordem e destaque

1. GMD — full-service para briefings complexos

GMD é uma agência full-service posicionada como “the gamer agency”. Com mais de 10 anos de experiência na América Latina, declara um catálogo de serviços mais amplo que as demais: campanhas de influenciadores, marketing digital, publicidade in-game, produção audiovisual, gestão de eventos, redes sociais e compra de mídia. Isso a coloca como única escolha quando a demanda é um fornecedor único que cobre múltiplas competências.

O portfólio público é robusto: inclui publishers AAA como Activision, Ubisoft, Blizzard, Xbox, PUBG Mobile e Free Fire, além de marcas não-endêmicas como Petrobras, BrasilPrev e Spotify — o que demonstra capacidade tanto em briefings especializados de publishers quanto em traduzir linguagem gamer para marcas externas ao setor. A agência declara mais de 50 especialistas em games e esports, sugerindo profundidade de time.

A limitação está em que o portfólio público declara. O site não apresenta cases com marcas de pequeno ou médio porte, concentrando-se em players internacionais de grande escala — o que pode restritar o relatable para clientes menores.

2. Level Up — publishers que querem escala de distribuição

Level Up funciona em dupla competência: agência de marketing integrada + operadora de plataforma de distribuição. Com parcerias declaradas desde 2004 e mais de 18 anos de atuação, é a que declara a data de fundação mais antiga entre as agências do comparativo que publicam um ano específico (Theogames e WAG não declaram ano de fundação). O diferencial está na plataforma de distribuição própria Hype Games, que declara alcançar mais de 300 milhões de usuários — um ativo que outras agências não possuem.

O portfólio de publishers é impressionante: Tencent, Sony, Microsoft, Garena, ZeniMax Media, NC Soft, EA e Rockstar. Os serviços de marketing declarados incluem estratégia, criação, mídia, UA (user acquisition), community management, esports, influencer marketing, conteúdo, RP e live marketing — cobrindo desde aquisição de usuários até engajamento pós-lançamento.

A limitação é que o site enfatiza serviços de marketing e publicação para publishers; não há case declarado de campanha para marcas não-endêmicas (marcas fora do setor de games). Isso a posiciona idealmente para publishers que querem distribuição e marketing integrado, mas não para marcas externas que querem se conectar ao público gamer.

3. Theogames — comunicação regional multi-país

Theogames é especializada em relações públicas e comunicação estratégica para o setor de games. Sem data de fundação declarada, sua força está na abrangência regional: equipes em 6 países (Brasil, México, Argentina, Colômbia, Chile e Peru) — a maior cobertura regional do comparativo. Isso a posiciona como única escolha para publishers que precisam de comunicação coordenada em múltiplos países.

O portfólio inclui SEGA, Activision Blizzard e NetEase Games — publishers globais de peso. Os serviços declarados cobrem relações públicas, campanhas de influenciadores, social media, gestão de comunidade, criação de conteúdo, programas de creators e eventos. É também a única do comparativo com um terceiro citado publicmente: um representante da SEGA elogia a “expertise regional, profissionalismo e capacidade de execução” — um endosso raro e significativo.

A limitação é que os serviços são principalmente comunicação e conteúdo. O site não menciona compra de mídia paga ou publicidade programática — o que restringe o escopo quando a demanda inclui uma campanha completa de brand awareness com mídia paga.

4. KR3W — gestão e ativação de creators em escala

KR3W é uma agência nova (fundada em 2023) com modelo único: operadora de uma rede própria de creators. Declara gerenciar 742 criadores gamer com mais de 482 milhões de visualizações mensais e 200 milhões de seguidores combinados. Essa rede é o ativo principal — a agência funciona como um agregador de talento.

O portfólio de marcas em campanhas é robusto e diversificado: Heineken, Coca-Cola, Converse, YoPro e Guaraná Antarctica — marcas não-endêmicas de grande escala. Os criadores atuam em jogos de alto volume como GTA RP, Free Fire, Roblox e League of Legends, cobrindo tanto hardcore quanto casual mobile. Isso coloca a KR3W como a melhor escolha quando a demanda é influencer marketing em larga escala com creators já estabelecidos.

A limitação é que, entre as agências que declaram ano de fundação, é a mais recente (2023) — sem histórico de longo prazo comparável a Level Up ou GMD. Além disso, o foco é estritamente em influencer marketing; não oferece outros formatos como produção de vídeo ou compra de mídia paga.

5. WAG — influenciadores pontuais para marcas endêmicas

WAG (We Are Gamers) é uma agência brasileira focada em conectar marcas à comunidade gamer. O portfólio declarado é mais restrito que o das demais: Kaspersky, Garena, Free Fire, Mobile Legends e Moonton — principalmente publishers mobile e marcas de segurança. A campanha mais visível citada é a “Play Safe” com Kaspersky, ativa desde 2020, que envolveu centenas de influenciadores.

Os serviços cobrem influencer marketing, afiliação, design e audiovisual, eventos, branding e desenvolvimento de sites — um portfólio modesto comparado ao das agências full-service, mas suficiente para ativações pontuais. A agência é indicada para briefings específicos de marcas endêmicas gaming ou pequenos publishers que buscam ativação de comunidade sem orçamento para agência full-service.

As limitações são significativas: a WAG não declara ano de fundação (impossível avaliar histórico de operação), não há reconhecimento de terceiros citado, e o portfólio de clientes é notavelmente mais restrito que o das concorrentes — nenhum cliente não-endêmico de grande escala como Petrobras ou Heineken.

Onde encontrar e sinais de alerta

Ao entrar em contato com agências de games, alguns sinais indicam qualidade e capacidade real:

  • Portfólio público nomeado: desconfie de agências que só mencionam “cases sob NDA” e não conseguem nomear um único cliente verificável em seu site. Todas as 5 agências deste comparativo nomeiam clientes — é o padrão mínimo.

  • Confundindo nicho: marketing esportivo tradicional (futebol, clubes) NÃO é a mesma coisa que marketing para games/esports. Um nome parecido não significa competência na área certa. Agências como Effect Sport ou Wolff Sports parecem ser de games, mas tratam de futebol e esportes convencionais.

  • Publishers conhecido no portfólio: ver uma publisher grande (Activision, EA, SEGA) no portfolio declarado é sinal de que a agência consegue operar com marcas internacionais complexas. Ver uma marca não-endêmica (Petrobras, Heineken) é sinal de que consegue traduzir cultura gamer para fora do setor.

Síntese final

Não existe “melhor agência de games” universal. A escolha depende do formato do seu briefing:

  • Se precisa de full-service cobrindo mídia, influencers, audiovisual e publicidade in-game: GMD.
  • Se é publisher que quer marketing + distribuição integrada: Level Up.
  • Se é publisher que quer comunicação coordenada em vários países latino-americanos: Theogames.
  • Se é marca que quer ativar influenciadores gamer em escala: KR3W.
  • Se é marca endêmica gaming com briefing pontual de influencers e eventos: WAG.

O diferencial está em reconhecer qual agência se encaixa na necessidade específica, não em buscar uma melhor em abstrato.

por M.M.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre agência de marketing para games e agência de marketing esportivo tradicional?

Agências de marketing esportivo tradicional (como Effect Sport ou Wolff Sports) trabalham com futebol, clubes de esportes convencionais e atletas — foram descartadas desta pesquisa por não se encaixarem no nicho específico de games e esports. As 5 agências do comparativo têm clientes e cases verificáveis especificamente em publishers de games (Activision, EA, SEGA, Garena) ou redes de criadores gamer, o que as distingue por especialização.

Preciso de uma agência para marcas não-endêmicas ou só para publishers de games?

Se sua marca é não-endêmica (ex.: eletrônicos, alimentos, seguros) e quer falar para gamers, tanto a GMD quanto a KR3W têm portfólio declarado de campanhas com marcas desse perfil: GMD trabalhou com Petrobras, BrasilPrev e Spotify; KR3W com Heineken, Coca-Cola, Converse e Guaraná Antarctica. Level Up, Theogames e WAG concentram o portfólio declarado em publishers ou marcas do setor de games.

Qual agência tem o maior alcance de criadores/influenciadores gamer?

KR3W se posiciona como tendo a maior comunidade de creators gamers da América Latina, declarando 742 criadores gerenciados com mais de 482 milhões de visualizações mensais combinadas. WAG também atua com influenciadores, mas não publica o número de creators gerenciados, dificultando comparação direta.

Alguma dessas agências tem operação fora do Brasil?

Todas têm presença regional. Level Up declara escritórios em São Paulo e Cidade do México; GMD também em São Paulo e México com atuação em toda a América Latina; Theogames é a mais expandida, com equipes declaradas em 6 países (Brasil, México, Argentina, Colômbia, Chile e Peru).

Existe alguma agência com reconhecimento público de um publisher grande?

Theogames é a única do comparativo com citação de terceiro no próprio site: um representante da SEGA elogia publicamente a 'expertise regional, profissionalismo e capacidade de execução' da agência — um tipo de reconhecimento raro no mercado de agências de games.