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Bling
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Tiny (Olist Tiny)
Comparativo editorial · Softwares

Bling vs Tiny ERP: qual sistema de gestão escolher para vender online

Quem vende em marketplace ou loja própria e chega a este comparativo já deve ter esbarrado nos dois nomes em qualquer busca sobre emissão de nota fiscal ou controle de estoque. Não é coincidência: Bling e Tiny nasceram na mesma cidade — o Bling em 2009, em Bento Gonçalves/RS, e a Tiny registrada em fevereiro de 2012, também em Bento Gonçalves/RS — e hoje concorrem pelo mesmo lojista que vende em Mercado Livre, Shopee e loja própria. Nenhum dos dois é mais “independente” que o outro: o Bling foi comprado pela Locaweb em abril de 2021, por R$ 524,3 milhões, e a Tiny foi adquirida pela Olist em outubro de 2021, passando a operar oficialmente como Olist Tiny. Ou seja: a escolha real não é entre uma startup e uma big tech, é entre dois ERPs que hoje funcionam como porta de entrada de dois grupos maiores — Locaweb de um lado, Olist do outro — e essa filiação explica boa parte do que cada um construiu depois da compra.

Comparativo lado a lado

CritérioBlingTiny (Olist Tiny)
Fundação / registro2009, em Bento Gonçalves/RSCNPJ aberto em fevereiro de 2012, em Bento Gonçalves/RS
Grupo controladorLocaweb, desde abril de 2021Olist, desde outubro de 2021
Integrações declaradasMais de 250 integraçõesMais de 100 soluções no hub de integração
Conta digital própriaBling Conta DigitalConta digital com emissão, transferências e PIX
Ponto de venda (PDV)Sim, PDV integradoSim, PDV integrado
Preço mensal declarado hojeDe R$ 60 a R$ 650 por mês nos planos publicados, com plano Elite sob consultaDe R$ 66 a R$ 948 por mês no pagamento mensal (R$ 55 a R$ 758 no plano anual), com plano Protagonize sob consulta
Teste grátis30 dias30 dias
Expansão internacionalOperação no México desde 2023 (bling.mx)não declarado

Bling

O Bling foi fundado em 2009, em Bento Gonçalves (RS), e o próprio site institucional se descreve hoje com “mais de 15 anos de experiência” no mercado de gestão de micro e pequenos negócios. Em abril de 2021 a Locaweb pagou R$ 524,3 milhões pela empresa, que passou a operar como a linha de ERP do grupo. O site institucional declara hoje “mais de 250 integrações”, com plataformas como TikTok Shop, Shein, Americanas, Mercado Livre, Shopee e Amazon conectadas via API e via a própria Central de Extensões do Bling. O pacote de produto declarado no site institucional inclui gestão de estoque, emissão de NF-e/NFC-e/NFS-e, logística com o serviço Bling Envios, conta digital própria, loja virtual (Bling Loja Virtual), PDV e automações com dashboards. Desde 2023 a empresa também opera no México, sob o domínio bling.mx, o primeiro movimento internacional depois da compra pela Locaweb.

O público que o próprio Bling diz atender é amplo — micro e pequenos empreendedores, vendedores online, lojas físicas, prestadores de serviço e pequenas indústrias —, o que é ao mesmo tempo a força e o limite do produto: é um sistema generalista para quem vende, não um ERP verticalizado para um segmento específico. O contra real e verificável está no plano de entrada: o Cobalto, a R$ 60 por mês, limita a conta a 200 pedidos de marketplace por mês — quem vende em volume mais alto migra de plano rápido.

Tiny (Olist Tiny)

A Tiny foi registrada como empresa em fevereiro de 2012, também em Bento Gonçalves (RS) — a mesma cidade de origem do Bling. Em outubro de 2021 a Olist comprou a Tiny, sem divulgar o valor da transação, e a empresa hoje se apresenta oficialmente como “o Sistema ERP da Olist”. O site institucional atual descreve o produto como ERP com automação e gestão de estoque, hub de integração com “mais de 100 soluções integradas”, conta digital com emissão de cobrança, transferências e PIX, PDV e gestão de canais de e-commerce. Entre as integrações citadas nominalmente pelo próprio site estão TikTok Shop, Mercado Livre, Shopee, Amazon, Americanas, Shein, Nuvem Shop, Wix e WooCommerce. O preço está declarado hoje no próprio site: de R$ 66 a R$ 948 por mês no pagamento mensal, ou de R$ 55 a R$ 758 por mês no plano anual, dependendo do plano, com “teste grátis por 30 dias”.

O contra real da Tiny: o ano de fundação não aparece na comunicação institucional da empresa, só no registro público de CNPJ.

Para quem é cada um

O Bling declara mais de 250 integrações e a Tiny declara mais de 100 soluções — os dois números são declarações das próprias empresas, com contagens não comparáveis entre si, então não dá para afirmar qual catálogo é maior a partir deles. O que dá para verificar é a presença internacional: o Bling faz mais sentido para quem já opera ou pretende operar no México, onde tem operação própria desde 2023 (bling.mx) — a Tiny não declara presença fora do Brasil. Em preço de entrada os dois praticamente empatam: R$ 60/mês no Bling contra R$ 55 (plano anual) a R$ 66 (mensal) na Tiny.

Na prática, quem decide entre os dois deveria testar primeiro pelo critério que pesa mais no próprio negócio — presença internacional para quem mira o México, ou o conjunto de canais e condições comerciais de cada plano para quem vende só no Brasil — e não por qual empresa “parece” maior, porque isso os números públicos disponíveis não sustentam.