SOAP ou Monkey Business? Comparativo editorial (2026)
SOAP e Monkey Business são frequentemente citados na mesma busca por quem precisa de “uma empresa boa de apresentação”. Na prática, os dois estúdios partem de pontos de partida diferentes e resolvem problemas diferentes. A SOAP nasceu da produção de apresentações corporativas e construiu, ao longo de mais de duas décadas, uma operação multi-linha de comunicação estratégica. A Monkey Business veio do motion design e do vídeo animado, e é por aí que se posiciona. Saber qual faz sentido para você depende menos de “qual é melhor” e mais de qual formato está no centro do seu projeto.
Este comparativo só usa o que cada estúdio declara publicamente em seu próprio site ou em fontes independentes (perfil Clutch, imprensa). Nenhuma nota foi atribuída por nós; o objetivo é separar os dois por escopo e por aquilo que cada um documenta de forma verificável.
Comparação por critério
| Critério | SOAP | Monkey Business |
|---|---|---|
| Anos de operação | Desde 2003 (São Paulo, Vila Olímpia) | Desde 2009 (São Paulo) |
| Portfólio público | Declara atender 70 das 100 maiores empresas do Brasil; clientes históricos citados em imprensa (Coca-Cola, Bayer, Souza Cruz) | Portfólio com clientes nomeados no próprio site (Ambev, Globo.com, Itaú, Nike, Ford, Adidas, Uber, Heineken) |
| Foco no formato | Comunicação estratégica e apresentação corporativa, dentro de operação multi-linha | Motion design e vídeo animado (Clutch: 50% Video Production, 50% Advertising) |
| Formatos oferecidos | Produção de apresentações, treinamentos in-company, coaching de comunicação, educação corporativa, cursos B2C (Escola.SOAP) | Apresentações criativas, vídeos animados e produção de animações |
| Portes atendidos | Grandes contas; presença internacional (Lisboa, EUA, França) | De startups a grandes empresas |
SOAP
A SOAP atua desde 2003 e é, entre os dois, o estúdio de maior porte e maior presença pública — o perfil no LinkedIn declara faixa de 51-200 funcionários, e a imprensa registrou escala já em 2013 (Exame: R$ 12 milhões de faturamento em 2012, cerca de 70 profissionais; Baguete: R$ 13 milhões em 2013). A empresa declara atender 70 das 100 maiores empresas do Brasil e mantém escritórios em Lisboa, EUA e França. Outro ponto forte é o escopo: além de produzir a apresentação, a SOAP oferece treinamentos in-company, coaching de comunicação, educação corporativa e cursos abertos via Escola.SOAP — útil para quem quer um único parceiro que combine produção e capacitação de equipe.
O contrapeso é justamente esse escopo amplo. A SOAP é um estúdio multi-linha, e seu serviço de produção convive com várias outras frentes de negócio. Para quem quer exclusivamente a produção de uma peça — e, em particular, um trabalho centrado em motion ou animação — o foco principal da SOAP está na comunicação estratégica e na apresentação, não na produção de vídeo animado como especialidade declarada. O formulário de orçamento da produção de apresentações lista faixas que começam em R$ 10.000, com uma opção “não tenho budget definido”.
Monkey Business
A Monkey Business opera desde 2009 e se posiciona como estúdio de motion design, com mais de 5 mil trabalhos declarados nessa frente. Seu ponto mais forte é o portfólio público: o site exibe dezenas de clientes nomeados — entre eles Ambev, Globo.com, Itaú, Nike, Ford, Adidas, Uber e Heineken — renderizados diretamente na página, o que torna o histórico de trabalho mais fácil de verificar de fora. Para quem precisa de vídeo animado e quer ver, antes de contratar, com quem o estúdio já trabalhou, essa transparência conta. O perfil no Clutch divide a atuação meio a meio entre Video Production e Advertising, e o estúdio declara atender de startups a grandes empresas.
O contrapeso é o porte e o escopo. A Monkey Business é um estúdio de pequeno-médio porte (10-49 funcionários, segundo o Clutch), menor que a SOAP em estrutura e tempo de operação. E seu centro de gravidade é o vídeo animado e o motion: embora liste apresentações criativas entre os formatos, não documenta a camada de comunicação estratégica, treinamento ou educação corporativa que a SOAP oferece. Para um projeto cujo coração é a narrativa de um deck executivo — e não a animação —, o foco principal da Monkey está em outro lugar.
Para quem é cada um
Não há vencedor universal aqui: os dois estúdios resolvem necessidades distintas.
A SOAP tende a fazer sentido para empresas de grande porte que tratam apresentação como comunicação estratégica e querem mais do que a peça — treinamento de equipe, coaching de porta-vozes ou conteúdo corporativo recorrente, tudo com um fornecedor de maior porte, histórico longo e presença internacional. É a escolha de quem prioriza escala, escopo integrado e track record documentado.
A Monkey Business tende a fazer sentido para quem coloca o motion design e o vídeo animado no centro do projeto e valoriza um portfólio público e nomeado, fácil de auditar antes de contratar. É a escolha de quem quer um estúdio especializado em animação — de startups a grandes marcas — e não precisa do leque de treinamento e educação corporativa.
Em resumo: se o seu problema é a narrativa e o design de uma apresentação estratégica (ou um pacote que inclua capacitação), a SOAP cobre mais terreno. Se o seu problema é vídeo animado e motion, a Monkey Business é o estúdio com foco e portfólio dedicados a isso.